Obrigada, Senhor, por ter me chamado para exercer uma profissão tão linda! Obrigada por todos os desafios,todas as pedras no caminho, todas as conquistas, todo empenho, todas as decepções, todos os descaminhos, todas as experiências, todas as vitórias, toda aprendizagem, toda luta. Obrigada principalmente porque nunca estive só: TUA presença sempre me fortaleceu e me conduziu de uma forma tão especial que eu jamais havia imaginado. Agradeço também a TODA minha família querida e aos meus amigos psicólogos, especialmente à turma da Unicap -1998: mesmo tão distante de vcs, há 17 anos "estamos juntos", galera! Um grande abraço a todos e mais uma vez obrigado meu Deus!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Amo livros!
Hoje,
enquanto almoçava, pensei na minha relação com os livros. Talvez pelo fato de estar
cercada por uma pilha deles, mal conseguia olhar para o prato. Os títulos
pulavam, me chamavam... mas, a comida estava boa, logo eu estava indisponível no momento... se é que me entendem. Daí, enquanto comia me
restou pensar em quanto amo os livros.
Minha
relação com os livros é tão complexa que eu creio piamente que daria um
livro... hehehe. Ela começou na infância, quando a eles fui apresentada. Desde
essa época aprendi que os livros são quase seres vivos. Cada livro tem não só a
história que carrega consigo, mas também a história de seu “nascimento”. Por
isso, quando pego um livro costumo pensar como foi que ele saiu da cabeça de
alguém e foi parar na minha mão.
Sabe
de uma coisa, livros são seres vivos sim! Escrever não é nada fácil. Corretamente,
menos ainda. Escrever, pelo menos para mim, é de fato uma espécie de parto. Ora
pela muita preguiça, ora por outras miudezas do dia a dia, quase sempre escrevo
à fórceps. Vai lá! Tudo bem... Sei que
sou meio exagerada e talvez seja só uma cesárea, geralmente humanizada... Mas, hoje, particularmente, me ocorreram coisas que precisei registrar com
urgência. Afinal eu precisava entender esses pensamentos, por isso as idéias
vieram à luz de forma simples e imediata, de parto normal mesmo. Eu diria até
que foi um parto indígena: sem ninguém por perto nem pra cortar o cordão.
Quero
e preciso dizer o quanto amo livros! Inclusive, preciso confessar que amo mais
os livros do que a leitura em si, pra ser bem sincera. Isso não é curioso?
Percebi a poucos segundos que ter ao menos um livro por perto, ainda que eu não
o tenha lido me deixa motivada, segura, feliz! Amo livros porque desde criança
eles falam comigo antes mesmo que eu os toque. Antes de abrir a primeira página
já sinto uma forte emoção. Gosto de ler o prefácio. Gosto das orelhas e das
capas. Sempre gostei das ilustrações ou da ausência delas. E quando o conteúdo vai
além do esperado? Aí nem se fala!
Amo
livros porque são quase eternos e de várias maneiras eternizam a raça humana e
tudo o que Deus criou. Amo livros porque contam historias, porque nos ensinam
milhares e milhares de coisas. Amo saber as coisas através desses mensageiros
do tempo. Livros velhinhos ou novíssimos. Livros acadêmicos, teológicos,
artísticos, infantis... Nossa! Como eles são múltiplos e como me encantam!
Lembro
bem como meu pai ia conosco no sebo da Av. Guararapes, no Recife e nos
presenteava com uma ou duas “preciosidades” à nossa escolha. Lembro das
inúmeras visitas com ele às livrarias. Especialmente à “Livro Sete”, no bairro
da Boa Vista... Era quase impossível passear com ele, sem que em algum momento,
não parássemos diante de pilhas de livros antigos ou estantes e mais estantes
com livros novinhos.
Lembro
de um livro que minha irmã mais velha leu para mim. Chamava-se “A morte tem sete
herdeiros”. Tão fascinante que toda a trama nunca saiu de minha cabeça e assim
que consegui sozinha, tive o prazer de reler.
Como foi bom ter lido também um monte de coisas “por obrigação” escolar.
Na escola, fui da época da série “Vaga Lume” e suas incríveis histórias...
Depois vieram os clássicos exigidos pelo vestibular. Um repertório mega
interessante.
Amo
livros e agora entendo porque não consigo ler tanto quanto gostaria. Minha
relação de amor com eles é tão exclusiva e empolgante; remonta tantas coisas
boas em minha vida que fico ansiosa quando adquiro, quando ganho ou quando um
livro qualquer chega às minhas mãos. É algo
tão emocionante que me aproximo dele devagar... Numa quase dessensibilização. Num
quase respeito. Tenho, às vezes, medo! Medo de algo que não sei explicar. Sei
que vivo algo esquisito quando estou com um livro na mão, na estante de casa,
na mesinha de cabeceira e, via de regra, na bolsa, aguardando o sublime momento
em que será lido. Penso que quanto mais ele me parece extraordinário, mais
demoro a “chegar nele”. Mais adio a leitura.
Finalmente,
está entendido para mim o frenesi que me causam os livros. Não só os da minha
pequeníssima biblioteca, mas das prateleiras do mundo todo. Agora sei porque
leio relativamente pouco e tão vagarosamente.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
“Chatear” e “encher”
Adoro saborear algumas crônicas! Essa tão antiga do Paulo Mendes Campos, por exemplo é uma delícia, porque sempre morro de rir. Então, boas risadas nessa quinta-feira para todos.
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade.
— Alô, quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo.
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, ligue de novo.
— Escute uma coisa: o Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro dessa vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar! Alguém telefonou para mim?
Paulo Mendes Campos, in Para gostar de ler - Crônicas
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade.
— Alô, quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo.
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, ligue de novo.
— Escute uma coisa: o Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro dessa vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar! Alguém telefonou para mim?
Paulo Mendes Campos, in Para gostar de ler - Crônicas
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Inevitável
Bem que eu não queria ver, bem que eu não queria ouvir, bem que era melhor não saber...Mas, afinal nem tudo na vida sai do jeito que planejamos. Imaginamos que após um longo caminho tudo será mais fácil...o que pensar após constatar uma pequena grande decepção que te obriga a mudar alguns sonhos? Que bom saber que é DEUS quem sabe o que é melhor pra mim. Gosto da frase não sei de quem (pois vive sendo atribuída a um monte de gente, inclusive Drumond) que diz: " A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Quem disse que pra lutar em busca de nossos sonhos temos que sofrer? Prefiro continuar firme, crendo que ELE pode fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos e pensamos. Não nego a tristeza e a dor, mas prefiro continuar sendo feliz. Obrigada, SENHOR, por tantas coisas boas e também por poucas coisas não tão boas assim.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Quase te escapa também?
Depois de tanto tempo sem escrever abobrinhas online, resolvi dar à luz um novo blog. E foi tanta relutância, tanta indisponibilidade, tantas desculpas (algumas bem justas e convincentes, por sinal) que essa oportunidade QUASE ME ESCAPA! Por isso batizei o rebento com esse lindo nome e quero que ele seja desde já um espaço pra pensar em tantas coisas boas da vida que aqui e acolá quase nos escapam. Que seja livre e sincero. Que seja breve, seja leve, seja alto astral. Que venha nos fazer companhia...ainda e por mais que o tempo nos escape. Que sejam todos bem-vindos!E que as idéias pulsem com muito charme e personalidade.
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